Em meio ao Caos Urbano está Florianópolis
Com a descoberta da Ilha por povos de todas as origens, a Capital não parou mais de crescer. Estamos chegando a casa dos 300 mil habitantes. É muita gente, muitas casas, prédios e automóveis. E os problemas, como não poderiam deixar de ser, se acumulam- habitação, transporte, saúde, ocupação desordenada, invasão de áreas de preservação.
A solução para eles segue em rítmo aritmético, enquanto a problemática se avoluma geometricamente.
Os políticos da terra estão mais preocupados com a arte de aparecer em público e com seus discursos bem aparados, do que com soluções.
A novidade agora é a criação de corredores exclusivos para ônibus, limitando a mobilidades dos automóveis... Sabe-se que já não dá mais para circular pelas ruas na Ilha (construídas para carroças). Não entendo porque, diante de tão grande problema, continua-se a incentivar a construção civil. Prédios e conjuntos residencias enormes estão sendo erguidos nos bairros (Trindade, Itacorubi, Agronômica e mesmo Saco dos Limões e a Costeira do Pirajubaé começam a ser alvo da especulação imobiliária).
Soluções existem e devem ser apresentadas.
Por exemplo, seria possível reativar aquela antiga idéia de desenvolver um sistema de transporte marítmo da Ilha. Por que esse projeto não foi pra frente? Certamente, porque há muitos interesses envolvidos na questão?
Também se poderia impedir a construção de novos prédios na ilha, ou racionalizar este processo de construção. Mas também não é possível, porque novamente há muitos interesses em questão. Agora estão falando em metrô de superfície. A idéia, parece-me, só tem um objetivo: enfiar os políticos na televisão e nas páginas dos jornais. Temos opções muito mais naturais e que podem ser exploradas para resolver o problema do transporte urbano.
A crença de que será possível dividir ruas tão estreitas, com pistas exclusivas para ônibus, até causa risos. É mais uma demagogia da classe política, daqueles que estão a frente da Prefeitura e do legislativo municipal.
É hora de começar pensar sério nos problemas. Vocês não acham...